Edu
Meus caros amigos,

Como não é possível estar ao lado de cada um de vocês para dar um abração e um beijo, deixo aqui o meu desejo de um bom Natal e um 2007 cheio de novas esperanças, conquistas e realizações. E que sejamos todos muito felizes !


Beijos

Edu

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PS.: Uma de minhas resoluções de ano novo: escrever no blog... hehehe Sei que ando bem relapso...
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Edu
Sábado, andando pela cidade na volta de uma daquelas festas de confraternização de final de ano, me vi fazendo um caminho muito conhecido meu. Um caminho que “trilhei” várias vezes, com pensamentos bem diferentes, pessoas diferentes, motivos diferentes...

Digo que trilhei porque hoje isso equivale a uma aventura, um desafio que eu mesmo me coloquei e com a irracionalidade dos meus 30 anos (risos) demorei muito tempo para me libertar. Não importam mais os motivos, as pessoas e nem mesmo a situação. Importa que é passado e que ficou bem resolvido.

Me deu um aperto no coração. Mas daqueles bons, sabe ? Enquanto rodava as dezenas de quilômetros de volta, numa viagem solitária pelas grandes avenidas dessa São Paulo que se tornou minha casa, tive tempo suficiente pra me pegar refletindo sobre os rumos da minha vida. Está virando assunto recorrente aqui neste meu blog...

Na rua deserta, de um dia do passado, senti meus olhos marejados mais uma vez. Não pela tristeza de outros dias, nem pela solidão da avenida cheia de carros passando rapidamente na cidade que hoje se diverte. Mas pelo orgulho que sinto. Da minha libertação, da sensação de plenitude que cada um de nós pode ter quando se dispõe a isso.

No mesmo caminho, novos rumos. O que será que me espera ? Não sei... Mas a sensação é muito boa. De poder construir meu próprio destino, de poder tomar as rédeas de nossa vida e conduzir para onde queremos. Mesmo que não seja o caminho certo, mas é o caminho que a gente escolheu.

Naquele mesmo sinal em que parei várias vezes, acendi meu cigarro. Gesto quase mecânico e sem sentido. Mas neste sábado teve um sabor de vitória. Não, não estou fazendo propaganda de nenhuma marca de cigarros (rss), mas que isso daria um belo comercial, ah isso daria...

Na fumaça que saía, não estavam mais os fantasmas que me perseguiam outrora. Só estava um prazer indescritível e um sorriso de satisfação pessoal e de orgulho. Eu estava feliz. Renovado pela esperança de um novo futuro, de um recomeço.

A situação é outra, as pessoas são outras, as certezas ? Nenhuma. Mas que certeza nós temos ? Só a da morte, mesmo assim não sabemos nem como, nem quando.

Não sou uma pessoa de princípios rígidos. Só tenho um que rege a minha vida. Não desejar mal a ninguém. E ele me trouxe até aqui. Íntegro, aprendendo uma nova lição a cada dia. Meio esfolado, é certo. Mas as cicatrizes são sempre boas para a memória.

Tento não deixar que as mágoas me impeçam de seguir a vida.
Tento ser um cara legal.
Tento dar amor às pessoas que estão ao meu lado.
Tento acordar cada dia com um bom propósito.

De boas intenções o inferno está cheio, você pode dizer. Mas se a gente não tiver essas boas intenções, que será de nós ?

Naquele mesmo caminho, estava rumando para o “colo”, que meu amigo Paulo escreveu em seu blog Agudas. Colo que a gente cativa, que a gente tem que fazer por merecer. E o colo estava lá. Quentinho, me esperando com um sorriso no rosto.

É isso aí. E Como diria minha amiga Luciana, “Dasein é puro movimento”, “é um eterno vir a ser”. E um viva aos existencialistas, afinal a gente se redescobre a cada dia, nunca termina nossa evolução como pessoa.

Beijos
Edu
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Edu
Já faz um tempinho que me afastei do chamado trabalho de colarinho branco. Desde 2003, quando abrimos a Pizzaria, que estava distante dos ambientes fechados, ar condicionado e paletós e gravatas.

Nada mudou. Rsss. Voltei a trabalhar essa semana. Saí da minha pacata “aldeia” e cá estou novamente na paulicéia desvairada. Faz quase 4 anos que eu havia deixado o trabalho de escritório para me dedicar ao trabalho delicioso de ter meu próprio negócio (to sendo sarcástico, tá?).

Sociedades são um desespero. É fato. Agradeço a Deus por eu e Tatiana não termos nos desentendido em nenhum momento durante o tempo em que permanecemos sócios. Nossa amizade de mais de 30 anos e o amor que sentimos um pelo outro foi maior do que qualquer picuinha que fizéssemos. E olha que a gente fez muita !

Conheço muita gente que chamaria de loucura, escolher um trabalho onde se fica encerrado em um escritório, com horário de entrada, horário de saída (fictício algumas vezes), engravatado e sujeito à rotina entediante. Preciso fazer essa confissão. Eu ADOOOOORO. Gargalhadas.

Cansa ser chefe, dono do próprio negócio. Cansa não ter um momento de relax total, em que se possa encostar a cabeça no travesseiro e cochilar tranqüilamente sem pensar em todas as suas responsabilidades e as tarefas que te aguardam. Gente... é tão bom poder “matar” uma tia e matar um dia de trabalho... Nem te conto... Já no caso de sermos donos de nosso próprio negócio, enganar a quem ?

Já deixo aqui o meu pedido de desculpas pela falta de posts (se é que alguém notou) e pela ausência de comentários nos posts dos meu blog-friends. Continuo lendo vocês todos ! Sempre arranjo um tempinho, mas pra comentar alguma coisa ta difícil.

Beijos à todos.
Edu
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PS.: Beijos especiais (de novo) à Priscila e Daniel, pela minha indicação para o novo trampo e pela gentileza de sempre.
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Edu
A bioeconomia da senescência

"A natureza nos dá a vida, como dinheiro emprestado a juros, sem fixar o dia da restituição" (Cícero).'' O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito porém incerto. O grau de indeterminação desse futuro, entretanto, não é total. Se é verdade que a cada momento mais coisas podem acontecer do que de fato acontecem, isso não significa que, por conseguinte, tudo seja então absolutamente possível. O tempo vindouro encerra múltiplas possibilidades, mas o território do factível não é desprovido de fronteiras, ainda que em muitos casos elas sejam difíceis de demarcar ou passíveis de futuro redesenho. O caos existe, apronta, mas não impera. A experiência revela que o subconjunto das coisas que de fato acontecem — o futurível trilhado — tende a obedecer em larga medida, pelo menos no que diz respeito à esfera da vida comum, a padrões de robusta e previsível regularidade.
A fínitude biológica não predetermina a extensão e a qualidade da jornada. Embora cada membro de uma dada população tenha uma trajetória única e singular pela vida, a "lei dos grandes números" define regularidades que se aplicam ao conjunto das diferentes populações e demarcam os parâmetros básicos dentro dos quais cada um de seus membros deverá trilhar seu caminho. No mundo natural, como na vida em sociedade, o comportamento do todo tende a ser mais regular e previsível que o das partes que o integram. O que vale para todos baliza e comporta, ainda que não determine por completo, o trajeto das partes individuais. As etapas do ciclo de vida e o risco de morte por causas internas (não malthusiana) a que estamos sujeitos -- processos naturais comuns a todos -- ilustram bem essa realidade."

Giannetti, Eduardo, 1957-
O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros
Eduardo Giannetti -- São Paulo : Companhia das Letras, 2005
.

Esse é o início do segundo capítulo do livro que estou lendo agora (ou pelo menos, tentando...). Eduardo Giannetti é um economista e filósofo, PhD pela universidade de Cambridge, etc.

Ele traça paralelos entre situações cotidianas e naturais para explicar juros. É absurdamente inteligente e confesso que tremo a cada novo capítulo. rsss As vezes acho que não tenho alcance para tamanha elegância de raciocínio.

Enfim, acho que nesse momento da minha vida, o livro "casou" com a situação. É engraçado as voltas que o mundo dá. O suposto "destino" ou as coincidências que acontecem em nossas vidas. Como ele diz, "o caos apronta, mas não impera". Passando por um momento bastante conturbado profissionalmente, percebi na carne que por mais fatídicas que sejam nossas previsões, o futuro nos trás também outras possibilidades que não haviamos avaliado, ou apenas não passava de um pensamento improvável.

Por mais encerrados que estejamos nas regras quase que absolutas do tal futurível trilhado, eu adoro o poder que a vida tem de nos surpreender.

Viver é tudo de bom !

Beijos à todos. E embora tenha sido um post meio "cabeça", saiu numa tacada só.

Edu

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Edu
Que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda...


Que me perdoem os meus parcos, mas fiéis e sempre gentis amigos leitores...
Mas a falta de tempo e de inspiração me pegou nesses dias.
Já já eu volto.

Edu

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PS.: Pra não perderem a viagem, tomem um cafezinho. ;]
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Edu
Aos meus amigos leitores, àqueles que não deixam comments mas eu sei que sempre passam por aqui, afinal acabam comentando comigo o que leram. Pra vocês eu eu explico...

Semana passada, depois de muito stress e um happy end "por nossa conta", eu e Tatiana encerramos a Pizzaria do Porto. Alguns de vocês sequer conheceram, outros foram nossos amigos e habitués. Mas mesmo com todos os "ah não", "não pode", "que pena...", já era.

Trabalhamos e fizemos a casa com a nossa cara. Foram mais de 3 anos de trabalho duro e muita encheção de saco. E 3 anos de muito prazer, diversão, cordialidade que marcaram as nossas vidas de uma maneira muito especial.

Lembro-me do dia em que achamos o casarão e nos encantamos com o lugar.

Lembro de todos os projetos que fizemos, de cada vez que tínhamos que sair correndo no meio da reforma, para comprar "mais 20 sacos de areia", que o Jorge, nosso fiel super pedreiro, arquiteto, engenheiro, nos pedia. Só não teve graça o dia que fui 6 vezes comprar mais areia... ;)

Da festa de inauguração que demos, com mais de 400 pessoas presentes, muita alegria, muitos amigos, muito whisky e pizza, é claro.

Dos tropeços, das mancadas, dos acertos.

Da inveja mortal de alguns, dos sorrisos de satisfação de outros.

Do incentivo dos nossos pais, das broncas que demos à nós próprios.

Dos amigos que fizemos, dos amores que conquistamos (e que permanecem conosco), dos desafetos que ganhamos.

Lembro-me do dia em que ouvi pessoas comentando sobre a pizzaria, numa fila de supermercado. Aquilo me encheu de orgulho. Me deu vontade de cutucar a senhora na fila e dizer: - Ei ! obrigado pelo elogio.

Dos conselhos da Luciana, que sempre queria mudar um vaso de lugar (e eu nunca mudava, só de teimosia). E das muitas vezes que se desdobrou em seus horários para me ajudar.

Da dedicação inesgotável de Terry Hall (a nossa amiga, doceira, testadora e incentivadora - Tereza Pacca).

Fechamos um ciclo. Vida nova. Mas levaremos para sempre essas boas lembranças, que sempre serão mais preciosas que os maus momentos. Estes maus momentos, a gente enterra aqui.

Neste feriadão emendado estive em São Paulo. Saí com um casal de amigos queridos (de quem tenho o prazer de ser o "dindo" de casamento), Daniel e Priscila. E No Sábado, foi aniversário dela. Além da simpatia em receber e do ambiente agradável, fui surpreendido por várias pessoas que estavam lá. Seus pais, amigos de Santos, gente que me conhecia da pizzaria. Gente que fez os mais rasgados elogios. Obrigado a vocês todos, amigos anônimos.

Ao Denis e ao Guilherme, nossos fiéis escudeiros, queria deixar meu obrigado. Por sua paciência e tolerância num momento difícil que passamos.

É isso. A tormenta já se acalma e aos poucos o sol voltará a brilhar. Pra todos nós.

Beijos,

Edu

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Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
(Ivan Lins - Começar de novo)







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Edu
Essa música é a faixa 9 do CD Pré Pós Tudo Bossa Band, da Zélia Duncan

Não sai da minha "vitrola"... E hoje estou dedicando ela à mim mesmo. Hoje teve um sentido especial. Talvez por estar passando uma fase meio tumultuada, e por eu ser um "caxias" e estressado por natureza, decidi que vou pegar leve comigo mesmo... Não acreditem na minha aparente calma e cara de paisagem. É só fachada ! hehe Ah! não é resolução de ano novo, nem pra próxima segunda feira. É pra hoje. E podem me cobrar. Eu deixo.


09. DISTRAÇÃO
(Christiaan Oyens - Zélia Duncan )

Se você não se distrai, o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade
E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade

Se você não se distrai, a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce
A paixão vira peste
O abraço, armadilha

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser
Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Hoje eu quero encontrar você

Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não rí de você mesmo
A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade


Pra quem não tiver o cd e quiser ouvir, vai no site da Zélia que tem.

Beijos

Edu
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